terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A morte da última estrofe

Algumas músicas nos cabem pela metade.

Às vezes, as pessoas me perguntam "como vai?". A gente é mulher, tem hormônio demais e acorda down. E eu quero responder assim:

"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz"

E se me perguntam, "quais são as novidades?". Sendo mulher, tendo hormônio demais e acordando up, quero responder assim:

"Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?
E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou"

Anyway, quando o Renato Russo escreveu a maravilhosa Maurício, e quando a Rita Lee escreveu a música dela, erraram. E erraram feio na última estrofe.O primeiro deles diz repetidamente "eu vi você voltar pra mim". A segunda fala diversas e diversas vezes "agora só falta você" - e ainda dá título à música.

Essas músicas começam tão bem, deviam ser de uma estrofe só. Matei a última estrofe das duas músicas. Sério. A última estrofe dessas músicas não define nem um pouco as minhas contradições. Sem brincadeira.

Ouçam as onomatopéias: pow, pow. Esse é o som da morte da última estrofe de ambas as músicas.



Só porque no speaking a gente não tá podendo comentar. HUMPF. http://speakingbeautys.blogspot.com

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

6 + top list bonus special

Eu faço facul.... Aí, prestei um concurso bancário e passei! Iupiiii! Há seis meses, tenho me esforçado bastante pra participar desse grupo seleto brasileiro, das pessoas de classe média média. Irado. É bom, saí do grupo dos adolescentes universitários semi dependentes dos parents, e dos de classe média baixa (e sem internet em casa...). É bom, viajava 4h por dia, tava no último ano da facul e tive que trancar o TCC. Opa, isso nem é realmente bom.

Sei que agora, me encontro num dilema. Viajar? Bah. Peguei, e mudei pra cá - morar pertinho do trampo (num lugar bem ruim) e ser mera proletária pode não ser um sooonho, mas é a realidade... Meu dilema é: que horas mesmo é a de estudar? Sabe que é algo complicado você ter um compromisso distante... Meses distante. E ter um foco legal, mas meio obscuro pro resto do planeta - um mestradito, se pá...

Bom, aqui vai meus 6 + top list bonus special de hoje.... Por que Deus, por que eu não estudei hoje?

6. Eu fui dormir muito tarde ontem, pq eu tava no MSN. Sono + leitura = zZzZz

5. Acabei de terminar um namoro de quase 3 anos. Gostava demais dele, tou com mente e coração abalados. Viagem mental + leitura = zZzZzZz

4. Entrei mais cedo no trabalho hoje, e sai mais tarde. Hora extra não paga + leitura = zZzZz

3. Ah, o ano tá só começando.... Distância da meta + leitura = zZzZz

2. Eu tenho que comprar um vestido. Ou achar um vestido. Tou procurando um vestido. Ou tenho que desistir de ir em uma das festas de formatura dos meus amigos, que não trancaram o TCC... Viagem mental2 + leitura = zZzZzZz

1. A novela tá acabando... E tá legal... Não rola leitura, não agora... Nem zZzZz. A novela tá legaaaaau... ahuahuhua (não é postura de quem pretende mestrado, não é não...)

BONUS SPECIAL... Eu comprei e xeroquei vááários livros. A pilha tá bem grande. É assustadoramente grande. Não sei por onde começar. Humpf!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Blog?

Pra falar.

Eu moro numa cidadoca que não vou citar que é para manter meu endereço residencial em segredo. Sem exageros. É tão pequena... Que se eu falar o nome, vão descobrir meu endereço, telefone e local de trabalho. Ai ai... Sem graça narrar meu dia a dia na cidadoca.

Estou terminando uma faculdade megalomaníaca, pela qual me apaixonei e me desapaixonei diversas vezes, mas agora, ando fora do ambiente acadêmico. Só falta entregar o TCC...

Trabalho num lugar que não me excita. Procuro ser uma boa funcionária. Tenho ótimos colegas... Mas é temporário. Concursado, pago justamente, poderia ser permanente, mas o vejo como temporário.

Tenho uma família a 600 km, 10h e quase 200 reais de distância. Maravilhosamente lindos, me mimam, acabam com a minha auto-estima, reconstroem ela com a mesma facilidade, esperam demais de mim.

Tenho sonhos e corro atrás deles parcialmente.

Sou solteira há menos de 24h, não sei se vai durar muito mais que isso, vamos ver no que que vira...

Tive um blog quando eu tinha uns 14 anos. Haaaa! Era fantástico! Tinha vários amigos blogueiros, bem mais velhos e mais interessantes e com mais coisas pra dizer... Mas... O tempo os foi levando... E aos meus antigos interesses também.

Não sei, acho que resolvi fazer um revival. Meu dia-a-dia não é tão interessante. Tenho pouco a dizer. Por isso pergunto: Blog? Mero diário, quero manter a sanidade mental... Não sei se vou levar essa idéia de blog adiante. Não sei...

Por enquanto

Não me afobarei, pois nada é pra já.

Agora, nada mais precisa ser eterno. A eternidade, em sua perpétua movimentação. Peso e leveza. Ternura e tédio. Paz e mais do mesmo. “Bondade sua me explicar, com tanta determinação, exatamente o que eu sinto como penso e como sou”. Ai, como isso me espeta. Ah! São mil agulhas quando dizem que sou assim, ou de outra forma. Não me defina. Agora, nada mais precisa ser o que é. E nada mais precisa ser o que deveria ser.

Eu pra mim. Ah, eu: em minhas limitações e pretensões. Grandiosas. Exageradas. Estupendas. Vou poder me reinventar, me conhecer, me reconhecer, me valorizar. Sempre pude, só posso mais. Eu pra mim. E dá-lhe eu, vou ver se agüento.

Aos novos nessa releitura, final de relacionamento é assim mesmo. É uma merda. Mas o que vale é tentar acreditar que é pra melhor. Quando não tem conflito e ainda há amor, resta saber com quanto a gente se satisfaz. E meu espírito inquieto e exagerado só se satisfaz com algo além de “ainda há amor”... Quero muito mais que isso. Quero me dar mil surpresas. Vamos ver se resta coragem para encarar a solidão, e a troca do pouco pelo nada. Nada ao menos por algum tempo. No final,não aguardo nada, mesmo. Tenho, pela primeira vez em muito tempo, poucas expectativas em relação aos outros. Espero, somente e sinceramente, saber lidar com esse novo momento.

Que desta vez, não seja um jogo. Que desta vez, não haja soma zero. Que desta vez todos possamos enxergar, com olhar perspicaz, a graça do entardecer e do amanhecer...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

teoria dos jogos?

Só sei que, por esses dias, duas idéias fixas.

1. A melodia imperfeitamente perfeita de Elephant Gun, do Beirut. Não conhecia a banda, mas fui tomada pelo pseudo-intelectualismo da Rede Globo e assisti a série Capitu... A música é mais cativante que a série, confesso...

2. Se eu realmente acredito que a teoria dos jogos é interessante e relevante, por que eu não leio mais sobre isso? Por que eu não tento entender? E ser um agente nesse rolo? Por que eu não sei jogar baralho? Por que eu não sei nem aqueles jogos de sedução? Oh, dear God... tantôfas...

Panic: 6 + top list bonus special.

Os 10 mais não tá com nada! O que pega é

6 + top list & bonus special

Segue então, o primeiro 6 + top list & bonus special. Temática: Panic & my future.

6. E se quando...E se quando eu entender que eu sou muito, muito feliz, eu já estiver velha e moribunda?
5. E se quando eu finalmente conseguir tudo o que eu quero, eu quiser um tudo todo novo?
4. E se quando eu sentir a sensação de paz interior que eu quero sentir, eu perceber que ela não tem graça nenhuma?
3. E se quando eu tiver grana e um trabalho incrível, eu estiver muito, muito mais cansada do que hoje?
2. E se quando eu me permitir ser feliz, quem quis me fazer feliz já tiver se permitido isso antes?
1. E se quando a gente se permitir ser feliz, a gente enquanto dois num só, não existir mais?
(bonus special) E se quando eu deixar de ser inquieta e apaixonada, for também menos interessante e apaixonante?

Jogos de soma zero

Eu queria acreditar que a teoria dos jogos apresenta outras variáveis para muito além dos jogos de soma zero. Mas não. Quando um ganha, outro perde. É simples assim.

E se você ganha, meu amigo, alguém perde. Mesmo você, tão especial... De qualquer maneira, não se preocupe. No fundo, tudo continua do mesmo jeito. O ambiente, o pano de fundo, é o mesmo. E você, continua sendo só mais um. Sua ação, mais uma gota no oceano. Mesmo você, tão especial... Mesmo eu, tão especial.